quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A, nada, Divinia Comédia

Um dia desses eu estava formatando um computador, fonte alternativa de renda de quem não tem contato com a máfia jurídica (neste caso, eu) e portanto não conseguem estágio em lugar algum, e vi na televisão uma "matéria" no vídeoshow (sim, apesar do nome é um programa da TV brasileira) sobre o aniversário de 10 anos do "Programa Humorístico": "Zorra Total".
Um decênio sem graça. Aliás, por parte de um dos piores (e olha que o páreo é duro) programas de televisão na atualidade.

O mais assustador é a audiência do programa. Diante de várias reflexões político-conjunturais, materialista-dialéticas, sócio-econômicas, psico-pedagógicas, pseudo-filosóficas e outros adjetivos compostos mais, cheguei a um denominador comum: As pessoas só assistem Zorra Total por que não tem acesso à TV Senado.

A TV Senado, além de ser a vitrine da falência (e da falácia) do dito Estado Democrático de Direito e das instituições de poder vigentes, também é um ótimo programa de humor. E aí cabe o jargão ao inverso do revirado: seria trágico se não fosse cômico!

Aconselho a todos que tiverem acesso a este canal de televisão que não percam nenhuma sessão. Eu não assisto por que não tenho acesso. O princípio "universal" da publicidade dos atos do poder público não chega à antena de minha casa. Talvez eu é que esteja fora do universo. Contudo, acompanhei os jornais nos últimos dias falando sobre o bate-boca ocorrido em uma das sessões de nossa ilustre casa (muito engraçada, apesar de ter teto, mas não ter nada...).

Pedro Simon (PMDB-RS), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL). Todos homens de bem, notório saber jurídico, ternos Armani (passam confiança) e reputação ilibada
numa discussão acalorada sobre a moralização do imoralizável.
Realmente muitíssimo engraçado.
Eu como, futuro operador do direito (já diria uma ex-professora minha ascendente de uma boneca loira magra e famosa, que namorou um tal de Ken por um tempo e que não me recordo o nome), aprendi que no mundo jurídico só existe o que pode ser provado. Diante disso, para agrado dos burocratas de plantão, eis a prova da excelência humorística da nossa fração significante do sistema legislativo bicameral.


2 comentários:

Evrandos 6 de agosto de 2009 09:12  

meu vô não gosta de Zorra Total, mas agora consegui perceber...ele tem acesso a Tv Senado.

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